quinta-feira, 24 de julho de 2014

dias difíceis, tempos dificeis

ando há já algum tempo a assistir ao desmoronar de um monte de relações de amigos meus. namoros e/ou casamentos que terminam. mas numa quantidade que me assusta. cada um pela sua razão vão terminando. uns com histórias escabrosas de traições e complicações impensáveis, outros mais pacíficos, mas terminam. uns longos outros mais recentes mas terminam. não sei o que se passa e se os tempos de crise justificam tudo mas são muitas as pessoas que vejo nesta situação. acho especialmente preocupante com filhos pequenos. não sou defensora dos casamentos de fachada não é isso, mas ter filhos deveria ser um passo muito bem pensado e planeado e especialmente desejado, num projecto a longo prazo. será demasiado animo leve? estaremos mais egoístas nas relações, mesmo com o nosso companheiro de vida? será que é assim tão fácil terminar um projecto e começar outro? devagarinho vou perdendo a fé no amor. devagarinho vou sentindo que posso ser eu a envolvida numa destas histórias que não quero para mim. antes só que mal acompanhada será? eu acho que não. mas cada dia vejo como mais difícil o manter de relações que com o tempo não são mais que ralações. só muda uma letra, mas muda tanto a nossa vida. dói-me a alma com mais uma história que ouvi hoje. um desabafo de uma amiga que está a fazer tudo para manter o casamento, mas uma parte a tentar não chega falta a outra, e quando a outra não quer é tão mais fácil desistir. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

da natalidade

enquanto se focar a discussão em como aumentar a taxa de natalidade, sem haver uma real discussão sobre a família não vai haver qualquer alteração, muito menos positiva, na primeira. num pais que não protege a família, que afasta cada vez mais os cônjuges, que os faz trabalhar cada vez mais e mais longe de casa (com todo o tempo perdido em viagens que tal implica), que permite horários tudo menos familiares, que afasta as pessoas do convívio interno, mas faz tudo para as colocar em centros de consumo ao fim de semana, que não permite que quando um ente querido morra se vá sequer ao funeral, enquanto formos números e máquinas isoladas no mundo não vai haver espaço para ter bebés, não há tempo, não há dinheiro, não há disposição. 
uns amigos meus, casal e dois filhos, que emigraram para a suiça no verão passado, disseram-me que foi lá que ganharam família. lá ganharam tempo juntos que cá não tinham. os fins de semana são de família por falta de opção, com os shoppings/lojas fechados obrigam-se a estar uns com os outros. as escalas de trabalho são feitas tentando coordenar os fins de semana com os maridos, nem sempre é possível, mas nunca também é má vontade.
com alguns dos incentivos só consigo rir mesmo. achar que alguém vai ter um (ou mais um) filho por causa das alterações no irs é o cumulo do desconhecimento do problema. 
enquanto não se discutir família, não se deve discutir natalidade. é começar pelo fim. discutir natalidade sem perceber o que se passa com as nossas famílias (expectativas, necessidades, dificuldades), não é só demagogia é querer separar o inseparável.

terça-feira, 15 de julho de 2014

em guerra com a impressora!

hoje a minha impressora recusa-se a imprimir um qualquer documento aberto (em trabalho). mas se eu o gravar no disco e então mandar imprimir já o faz. arre que está a dar comigo em doida!!!

domingo, 13 de julho de 2014

de israel, da faixa de gaza, dos judeus e não judeus, do que se passa

concordo na integra.

Sou judia. Já morei em Israel. Já morei a 15 minutos da Faixa de Gaza. Mas cresci boa parte da vida no Brasil, distante do conflito. Tive uma educação judaica até os 15 anos. Sou filha de professora e obviamente, como jornalista, não sou alienada. Não consigo entender essa guerra, que é tão próxima e tão irreal. O que exatamente os não-judeus nos fizeram para termos tanto ódio? Chamo assim, pois o estado de Israel é um estado JUDEU e não aceita outras religiões, salvo em Jerusalém, que pasmem, é uma cidade laica. Não são só muçulmanos que estão morrendo. Aliás, os árabes não são um única religião, existem árabes católicos, ateus e até mesmo judeus. O que o estado de Israel está fazendo é desumano. Mais desumano que o holocausto, mais duradouro que o holocausto, mais pertinente que o holocausto, pois hoje em dia todo o mundo pode ver com os próprios olhos e MESMO assim, poucos reagem. Óbvio que a guerra tem dois lados e muitos judeus morrem também. Mas a proporção é absurda. A cada bomba lançada sobre Israel, 30 são devolvidas para Gaza. Dizem que três adolescentes judeus morreram... E as 14 CRIANÇAS que perderam a chance de ter uma vida longa em Gaza? O que é Gaza, você deve estar se perguntando... Eu vi com meus próprios olhos. Não, não é uma favela, mas se você, brasileiro, já viu um conjunto habitacional (moradia popular), é isso. Imagina você ser tirado do conforto da sua casa, do seu emprego, dos seus pertences e ser jogado num quarto com mais oito pessoas e viver no medo iminente de um ataque, sem poder sair deste lugar, pois o seu passaporte está para sempre condenado. Isso é o que os judeus fizeram em 1948. Isso é o que eu aprendi porque eu abri meus olhos. Nas aulas de cultura judaica na escola eu só ouvia como somos, nós judeus, vítimas do mundo, vítimas do nazismo, do terrorismo e, por isso, temos o direito de fazer pior. Tenho muitos amigos judeus, mas cada vez tenho menos. Cada vez que um deles posta um heil Israel no Facebook ou qualquer coisa dizendo "matem os árabes", eu tenho um amigo a menos. Se vocês já assistiram o filme A Onda, é EXATAMENTE isso que o governo israelense faz com seus jovens. Já tive treinamento militar israelense, sei como funciona toda a lavagem cerebral e até entendo porque funciona, afinal, somos pobres vítimas. Tenho vergonha de dizer que sou judia em locais públicos. Tenho vergonha do meu passaporte israelense e tenho vergonha dessa cidadania. Fugi desse país, apesar de amar aquela terra. Prefiro dizer que sou brasileira e, neste momento em que todo mundo está com vergonha do Brasil por causa de futebol, eu nunca me senti tão bem em ser brasileira. Enquanto os outros velam a Copa do Mundo, eu levanto a minha bandeira de "eu não pertenço a Israel". Eu espero que a mídia faça um trabalho melhor deste dia em diante. Chega de apoiar um estado que não é nosso e sim de TODOS. Estamos no século XXI e não na idade média, aprendemos a dividir, logo, chega de conquistar. A maior conquista é a boa coexistência.

by deborah cattani

segunda-feira, 7 de julho de 2014

maléfica



amei! a angelina está maravilhosa e é um remake que vale muito a pena ir ver! atrevo-me a dizer que adorava um remake de todas as histórias de quando era pequena! branca de neve, cinderela, todas elas mereciam um final assim! quem não viu vá ver! noventa minutos maravilhosos! e que final! amei já vos disse?




e ainda temos direito a banda sonora da lana del rey. lindo! amei tudo!