terça-feira, 21 de janeiro de 2014

tudo estranho

este país anda estranho. desde a criança que desapareceu na madeira, a história seis vitimas do meco que cada vez está cada vez mais inacreditável, aos políticos que não votam o que já tinham votado, a confusão das urgências no fim de semana, a síria só enerva e agora o outro vai-se recandidatar (onde anda a diplomacia mundial?), os cortes outra vez e outra vez e outra vez, o exagero que foi a cobertura da morte do eusébio que se estende para o prémio do ronaldo e a pressa da presidência para lhe dar honras nacionais, os cortes nos bolseiros e as baboseiras que os jotas andam a dizer da inutilidade do trabalho de investigação em portugal, o desemprego a subir, e os meus amigos que continuam todos a ir embora, puta de fase de vida deste país que nunca mais passa. é que mesmo uma optimista tem dias difíceis.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

12 years a slave



na segunda feira fui ver 12 anos de escravidão, e acho que vou ficar um bom tempo com ele na cabeça, tive o mesmo efeito com o fiel jardineiro. um relato impressionante sobre a capacidade do homem de humilhar, maltratar, levar ao desespero outros homens. factos que aconteceram na história da humanidade e que surpreendentemente acontecem nos dias de hoje. a minha mãe anda a ver a guerreira, novela da sic, sobre o tráfico de mulheres e muitas vezes conversamos sobre os temas que lá são relatados. pelos vistos a história também é baseada em factos verídicos e impressiona. impressiona a manipulação que as pessoas são sujeitas, a ameaça das famílias, o desespero de quem perde tudo num sonho, num suspiro, quem é levado e simplesmente desaparece (sejam bebés ou mulheres feitas) para depois serem vendidos e/ou escravizados, tal e qual o filme relata, numa realidade do século XIX transportada para o XXI. impressiona venderem pessoas como coisas e serem tratadas como isso mesmo, e pior descartadas. descartadas como nada, como quem deixa um saco de lixo na beira da estrada e segue em frente. matar, violar, usar, vender, descartar, deixar, largar, arrancar, desventrar por dinheiro. enoja-me. enoja-me depois o descartar de responsabilidades de todos nós. porque eu também tenho responsabilidade, nem que seja politica. hoje estou muito mais atenta, não consigo comprar um top numa loja de shopping por dois euros a achar que as mãos que o fizeram não foram escravas. não posso aceitar que exija no meu país um salário mínimo para que se viva condignamente e depois compactue que tal aconteça num país longínquo na base do coração que não vê coração que não sente. como não? é uma opção política sim. e todos temos responsabilidade. procurar produtos de países que cumpram legislações que vão de acordo com os nossos princípios sociais, informarmo-nos, irmos atrás do que acreditamos, não nos alhearmos. não nos alhearmos do mundo, do mundo de todos nós. querem pensar? vejam o filme. e depois pensem. e vejam a novela também e pensem mais um bocado. este é o nosso mundo, e vai daí são realidades que não estão assim tão longe de nós.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

o amor não tem regras?

num tópico no facebook de um dos grupos que sigo alguém disse que o amor não tem regras e eu fiquei a pensar naquilo. como não tem? tem que ter. amor vem com respeito, vem com confiança e honestidade, vem com amizade e companheirismo, não vem com maus tratos, com violência (verbal ou física), não vem com outras pessoas, não vem com rebaixar ninguém. tem regras sim e quando são ultrapassadas temos que ter amor próprio para por um ponto final, não é amor é doença! que mania de dizer que o amor supera tudo, pode superar muita coisa (e supera tanta e que bom), mas tudo? vai daí é por isso que estou solteira, mas para mim tem regras sim e não são nada complicadas, para mim torna-se complicado é quando as começam a ignorar e ultrapassar. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

será?

foto minha! de veneza claro! que saudades! por mim ia todos os anos lá!

será cedo para começar a pensar no carnaval? eu adoro carnaval! e já ando a pensar na minha fatiota! e agora que já se passaram as festas... vamos a isso! quem mais gosta?